terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ANIVERSÁRIO DE 80 ANOS



Boa tarde meus amigos... eu pensei muito no dia de ontem (18/01/10) se ela estivesse aqui, estaria completando 80 anos.... rabisquei uns papeis, procurando alguma coisa pra escrever nesse dia importante... por fim, disse a mim mesma, o que ela gostaria de ouvir se estivesse aqui? fora o famoso "parabéns a vc" rsrs...ai vai, eu acho que todos vão gostar... inclusive ela.
Vó Queta parabéns, saudades... te amo!!! da sua neta Elvira.



Vida

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.

Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.

Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.

Ganhar uma jóia e ir trabalhar.

Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.

Aí você curte tudo, bebe bastante cerveja, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando.

E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?



2 comentários:

  1. Adorei Vi, muito boa!!
    Obrigada
    Ale

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  2. Gostei da reversão da história da vida - já pensei nisso antes, mas não fui tão criativo e a fundo pra concluir no orgasmo...rs

    Lembranças de nossos avós a maioria de nós temos.
    Minha última lembrança de meu avô foi dele se despedindo de mim, em frente à sua casa, quando eu ia pela primeira vez ao Japão. Ele tinha mais de 90 anos, e algo me dizia que aquela seria a última vez que o veria. E isso aconteceu de fato.
    Anos depois, a mesma coisa: despedindo-me de minha avó, qdo retornei pela segunda vez ao Japão, também imaginei que aquela poderia ser a última lembrança de minha querida "batchan".

    Há coisas que pensamos e devemos fazer, para que o arrependimento não nos corroa depois.

    Como eu não falava japonês até ir ao Japão, escrevi uma carta em português e pedi a uma professora que a reescrevesse no idioma nipônico, e enviei esta carta ao meu avô. Nela continha tudo o que eu sabia sobre sua vida gloriosa de escritor, desenhista, guarda do palácio imperial, assim como as agruras e superações. Deixei explícito todo meu carinho e admiração por ele. Sei que ele ficou tão feliz, que mostrava a carta para todos, mesmo que a maioria não entendesse uma linha do que ali estava escrito. Era o reconhecimento de uma vida inteira, bem vivida, em duas páginas que valiam ouro.

    Qdo retornei do Japão, pude ter a felicidade de passar alguns dias na casa de minha avó em Araçatuba, e pela primeira vez na vida conversar com ela em japonês, pois já dominava a língua. Ela me mostrou fotos do começo do século, das amigas de juventude no Japão, dos livros e fotos que tinha. Foi emocionante, além de realizar um daqueles pequenos grandes sonhos, que era dar de presente a ela uma conversa mais intimista e profunda.
    Os imigrantes que não aprendem a língua da nova terra sentem a solidão quando não podem compartilhar suas histórias com os netos, pois normalmente estes já não falam os idiomas, nem se interessam muito por eles.

    Acho valioso um blog como o de vcs.

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